Atualizado el29 de maio de 2018, 22:38

Fazer xixi na cama não é um problema menor , como se pode pensar. Há jovens com mais de 20 anos, que continuam sofrendo com esse problema por não ter resolvido quando eram pequenos e, por isso, têm, na atualidade, problemas de isolamento social e outros problemas psicológicos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a enurese como uma doença, assim como as principais entidades de classificação de doenças.

  • A enurese noturna é a emissão de urina durante o sono, involuntária e sem acordar o que acontece em crianças com mais de 5 anos. Também é conhecido popularmente como “molhar a cama”.
  • Em Portugal, mais de meio milhão de crianças molham a cama, à noite.

OS ÍNDICES DE PERDAS DE URINA

A incidência de enurese é:

  • De 16% aos 5 anos
  • De 10% aos 6 anos

“A enurese é um problema que temos que tentar, ao mesmo tempo que tentam outros problemas para crianças”. Com o claro recado, os especialistas participantes no encontro formativo sobre esta doença, organizado pela Associação Nacional de Informadores de Saúde (ANIS), e Ferring, querem conscientizar a população de que este transtorno tão importante que afeta um alto percentagens de crianças.

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E que, se não tratada, pode ter sérias consequências no futuro.

Os médicos participantes neste encontro, destacaram-se, entre outras coisas, que “a sociedade deve proteger a criança e deixar de considerar a molhar a cama durante as noites como um problema sem importância”, garantem os especialistas.

Pergunta para o problema com o seu pediatra

Se o seu filho/a tem mais de 5 anos e ainda faz xixi na cama à noite, é necessário que você traga seu pediatra.

Caso contrário, estaremos prolongando o problema no tempo, à espera que se resolva sozinho e, a longo prazo, você só dará mais do que problemas para os pequenos.

A partir dos 5 anos, a doença tem uma taxa de cura é alta: a intervenção precoce faz com que as crianças deixem de molhar antes e que as complicações sejam mais leves.

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“Esta doença, se não tratada a tempo pode chegar, pode chegar até a adolescência ou mesmo na idade adulta, com consequências dramáticas, como não querer ir de excursão, nem dormir, de adulto, com um cara na cama”, afirma o Dr. João Carlos Ruiz de la Vermelha, urologista e diretor do Instituto Urológico de Madrid.

10 coisas que você precisa saber sobre a enurese

  1. A enurese pode afetar qualquer criança.
  2. Considera-Se enuréticos às crianças que têm dificuldades no controle da urina noturna ao menos uma vez por mês.
  3. Os pais devem consultar especificamente ao pediatra sobre o problema.
  4. Se você não se pergunta nem na revisão dos 6 anos do Programa de Saúde infantil pode passar despercebido até idades mais tardias.
  5. A enurese é causada pela produção excessiva de urina durante a noite ou a capacidade reduzida da bexiga.
  6. De acordo com pesquisas recentes do primeiro estudo mundial de associação do genoma na enurese (GWAS) este problema é, muito provavelmente, hereditária.
  7. O risco de molhar a cama à noite, é de 5 a 7 vezes maior entre as crianças com um pai ou mãe que se orinaba também, de criança, na cama. E cerca de 11 vezes mais se ambos os pais foram enuréticos.
  8. Com frequência, podem existir outras doenças associadas, como a constipação, distúrbio do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e a síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS).
  9. Trata-Se de uma doença infra diagnóstico e infratratada e não recebe o manejo e o tratamento adequado.
  10. A enurese não é culpa de ninguém e tanto para as famílias como para os médicos devem ser capazes de falar sobre o problema, sem vergonha ou sentimento de culpa. No entanto, muitas vezes o impacto é subestimado e se trivializa.

O tratamento para enurese

Trata-Se de uma patologia infradiagnosticada porque os pais passam por alto como se fosse um problema menor. Vão deixando passar o tempo e acreditam que “já se resolverá”. Mas existe tratamento, a enurese é cura e é necessário o acompanhamento médico.

Existem 3 tipos de tratamentos:

  • Dispositivos de alarme. Trata-Se de um dispositivo que tem uma luz ou sensor e avisa o menino/a de quando foi feito xixi. Para utilizá-lo, é preciso consultar com um profissional.
  • Fármacos. O mais estudado e indicado é a desmopresina. Igualmente, há de ser sempre prescrito por um profissional.
  • Medidas de higiene básicas sobre o controle de esfíncteres.

Conforme explica o Dr. Quintero Gutiérrez, do Álamo, chefe de Psiquiatria do Hospital Infanta Leonor de Madrid:

  • No desenvolvimento das crianças, é importante destacar alguns marcos na aquisição da autonomia, quando vão sendo capazes de fazer coisas por si mesmos, como por exemplo, o controle de esfíncteres. Primeiro durante o dia e depois durante a noite.
  • Quando a criança não é capaz de adquirir os marcos de desenvolvimento no tempo e forma, pode afetar o desenvolvimento do autoconcepto.
  • Molhar a cama à noite, pode provocar a falência da auto-estima, afetando a outras esferas de sua vida.
  • Prolonga o uso do tecido mais tempo do que o necessário pode ser prejudicial para a criança; conseguindo prolongar e até mesmo cronificar o problema no tempo.

“Ainda há muitos pais pensam que as crianças fazem xixi na cama, porque querem chamar a atenção. É mentira, já que em 90% dos casos, é um problema médico”, afirma o urologista Ruíz da Vermelha.

OS TRUQUES PARA NÃO MOLHAR A CAMA À NOITE

  1. Tenta que a criança faça xixi seis ou mais vezes ao dia.
  2. Você tem que beber água e líquidos durante o dia. Mais pela manhã e menos à noite. Procura por noite e antes de dormir, beba muito pouco.
  3. A criança tem que oferecer água, nobebidas açucaradas com gás.
  4. Evite jantares abundantes, salgadas ou com muito líquidos.
  5. Limita-se a água durante lacena a um único copo.
  6. Não dê a fruta com grande quantidade de água.
  7. Antes de ir para a cama vai fazer xixi, mas não “se tenham vontade”.
  8. Preencha um calendário saúde a cada dia para poder verificar os progressos.
  9. Lembre-se que muitas crianças molham a cama e não é sua culpa.
  10. Fala com o médico, sem hesitação, se você ver que seu filho tem um problema.